Haverá uma razão explícita para o outro ter sido infiel?
Anónimo(a), por e-mail
Há quem diga que perdoar não resulta, outros dizem que cada um sabe de si e que tem a ver com o carácter de cada um. Normalmente tende-se a generalizar as coisas e a culpa é sempre daquele que trai. Mas não podemos olhar para a infidelidade numa perspectiva simplista e generalista em que existe um culpado e uma vítima. No caso da infidelidade existem, no mínimo, duas pessoas implicadas “o Eu e o Tu”. Que há falta de respeito e mentiras, é verdade. Que também há sofrimento, é certo!! Mas tendam a implicar-se mutuamente... haverá uma razão explícita para o outro ter sido infiel? Será que, se alguma coisa fosse diferente na vossa relação, ele(a) teria sido infiel? E neste caso, essa “coisa” seria contornável? Se formos mais radicais podemos ainda perguntar se existe alguma razão plausível para a infidelidade?? Seja como for, alguém sai magoado de uma relação que teria muito, (ou pouco,) para dar certo... e se tivesse havido respeito pelo outro, teria havido menos sofrimento. Agora... a forma como cada um avança, ou não, numa relação marcada por um “corte”, depende da personalidade do próprio e das estratégias que, consciente ou inconscientemente arranja para lidar com estes conflitos internos e externos. Torna-se importante, em todas as circunstâncias da vida e, particularmente, nas relações interpessoais, que nos saibamos defender. Isto é, que arranjemos mecanismos que permitam maturar as nossas vivências e não permitir de “ânimo leve” que o outro se sinta no direito de nos magoar. Afinal, a liberdade do outro acaba onde se inicia a nossa!