Superstições sobre o casamento
Todos sabemos que superstições são para aqueles que acreditam, mas...
E se falassemos de algumas daquelas coisas que ouvimos por ai e às quais disponibilizamos a devida atenção, principalmente quando se aproxima aquela data... a data do casamento...
Quando toca à temática do casamento e implicitamente está a noção de felicidade, há que tomar atenção ao que os nossos antepassados assumiam como verdade. São algumas tradições, superstições ou apenas crenças, que tendemos a fazer resistir aos tempos e aos mais cépticos.
É complicado nos abstrairmos dos sinais que vão surgindo diáriamente... Senão vejamos: quem é que olha para o colega do lado que distraidamente está com um colarinho da camisa fora da camisola e, para além de lhe parecer patético, se lembra da questão: “estás a pedir alguém em casamento?” E se ele estivesse a pedir alguém em casamento? Bem... então, no decorrer do periodo de namoro, o par enamorado não poderia apadrinhar o casamento de outros e o nosso colega teria de recorrer à sua memória, e perguntar a si mesmo, se alguma vez teria experimentado alianças de casamento de alguém, ou se alguma vez se tinha sentado ao canto de uma mesa ou mesmo se numa outra vez, distraida ou propositadamente, lhe tinham varrido os pés... Que azar!!! Se tudo isto lhe tivesse acontecido correria o forte risco de não se casar!
Se mesmo assim resistisse a todas as crenças e persistisse com a ideia de casar, alguém teria de lhe oferecer um saco para colocar diariamente o pão. Se houvesse irmãos, teria de ter em conta que dois (duas) irmãos (irmãs) não se devem casar no mesmo dia, porque a felicidade pode “fugir” para um (a) deles (delas). Não se deveria casar ao meio-dia, porque é a hora em que o diabo anda à solta. Também não poderia ver a noiva no dia do casamento salvo aquando da cerimónia, sabendo apenas que esta não deveria usar ouro, devia sim, e neste dia, usar uma jóia da alguém que tenha vivido feliz, usar uma liga azul, uma coisa usada e outra emprestada, ou uma coisa nova e uma coisa velha.
Se tudo corresse “como manda o figurino” ainda tinha de levar com arroz em cima e oferecer lembranças de agradecimento aos convidados que enfeitariam grosseiramente o seu carro!
Finalmente, chegaria àquela que seria a sua futura casa (mesmo que não fosse naquela noite) e teria de “carregar” com a noiva ao colo e deparar com uma cama genialmente preparada, isto é feita “à espanhola” e com uns graozitos de açucar na mesma, para adoçar o final da história que simbolizaria o princípio de uma outra e nova etapa da vida... o matrimónio.
Vale a pena pensar nisto??!
Já agora, e por curiosidade... segue-se a Lua-de-Mel... esta sim, parece fugir às superstições e lembra-se apenas que surgiu na antiguidade com este nome porque quando os casais se casavam e iam para casa na noite de nupcias, os vizinhos e parentes desenhavam uma lua com mel na porta da casa para dar sorte.
Sorte?!
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