Irá o amor durar? A Forma Algébrica...
No dia 7 de Agosto de 2003, foi apresentado pela primeira vez, numa conferência internacional, e publicado pela London Telegraph a 8 de Agosto de 2003, a sugestão de que o segredo de um casamento feliz pode ser encontrado em duas complexas linhas de álgebra...
Pois é!! O Professor James Murray, da Universidade de Washington em Seattle dirigiu-se aos académicos na Conferência de Matemática e Biologia da Universidade de Dundee e revelou que encontrou duas fórmulas que, segundo ele, têm uma percentagem de sucesso de 94% na previsão da compatibilidade entre os membros de um casal.
As fórmulas foram calculadas pelo Professor Murray e o seu colega John Gottman, um psicólogo, quando, durante 10 anos, estudaram 700 casais. A experiência, que começou nos anos noventa, envolveu todos os casais recém- casados que observaram numa conversa de 15 minutos. Foram escolhidos assuntos problemáticos como sexo, filhos ou dinheiro, e a capacidade de comunicação do casal foi marcada numa escala onde eram atribuídos pontos positivos para os bons sinais e negativos para os maus sinais. Por exemplo, piadas, tom de voz positivo, sorrisos e gestos afectuosos resultavam todos em pontuações positivas. Maus sinais como rolar os olhos, criticar, troçar ou frieza resultavam em pontuações negativas.
“Usávamos um sistema de pontuação psicológica convencionado para atribuir pontos, como dar menos três ao desdém e mais dois ao sentido de humor”, disse o Prof. Murray, o autor de Matemática Para O Casamento. “Pusemos, então, as pontuações num gráfico e, ao convertê-las em termos algébricos, pudemos fazer as nossas previsões dos divórcios. É evidente que não dissemos aos voluntários, já que isso invalidaria o nosso objectivo. E dizer a um casal que o seu casamento vai falhar não é o que querem ouvir. Mas a percentagem de sucesso foi incrível.”
Os resultados entraram em duas equações – uma para o marido e outra para a mulher. As equações foram usadas para calcular a compatibilidade entre os casais, acrescentando uma série de outras variáveis, tais como a “função de influência”, que era diferente para cada pessoa. A “função de influência” media quanto é que a contribuição de alguém numa conversa influenciava o estado de espírito do cônjuge.
Os casais eram contactados de dois em dois anos e o modelo predizia rigorosamente quais os casamentos condenados a falhar, num país com uma percentagem de 50% de divórcios.
O Professor Murray, um escocês exilado, bem casado com a sua mulher Sheila de 40 anos, disse: “Eu fiquei absolutamente espantado. O aspecto principal que ressalta daqui é que conseguimos calcular o modo de interagir das pessoas. Por exemplo, a mulher pode ser do tipo de evitar conflitos e o marido pode ser volátil. Um casamento assim não sobreviveria. Mas também podem retirar-se coisas positivas. Mostra porque é que algumas pessoas estão com problemas e o que deve ser feito para salvar o casamento.”
(Trad. Madalena Serronha)
|