Quando “Nós” passamos a ser “Eu e Tu”...
Podemos encarar o divórcio como um ruptura dolorosa, ou apenas como uma separação quase desejada. Só em 2002 houve um aumento da divorcialidade na ordem dos 46%, sendo que em cada 100 casamentos, 49 resultaram em divórcio. Elas como gestoras do lar terão sempre a tarefa mais facilitada... eles também só não o são se não fizerem um esforço, até porque já existem manuais e sites com dicas valiosas de como gerir uma casa!! Os homens separados já sobrevivem sem mulheres por perto...
Mas não se iludam aqueles que pensam que um divórcio é apenas uma das soluções possíveis para quando uma relação não resulta. Existem sempre marcas psicológicas e emocionais que ficam e custam a ser ultrapassadas. “Nunca pensei que tivesse de passar por uma fase tão angustiante na minha vida.” Diz Maria, 32 anos, Relações Públicas. O divórcio não se restringe ao acto legal e a duas assinaturas. Tudo começa quando alguma coisa deixa de funcionar. Exactamente quando se se avista o final do “nós” e, simultaneamente o princípio ou retorno do “Eu e Tu”...
As razões que podem levar ao divórcio não passam substancialmente pela infidelidade. Podem passar simplesmente pela falta de comunicação no casal e a intolerância no mesmo. Por vezes, as prioridades na vida de cada um são tão distintas que nenhum toma atenção ao que o outro possa pensar ou sentir. A aceitação recíproca não se limita à escolha do programa televisivo a assistir ou à decisão de quem lava a loiça ou põe o lixo lá fora. Sejamos sinceros... quantos de nós já parou para pensar, no meio de uma discussão, se vale a pena estar a discutir (de onde surgem sempre mágoas devido às acusações recíprocas) ou se bastaria lembrar que se se tivesse agido “daquela” determinada forma, “naquele” momento, hoje não estariam tão intolerantes um com o outro?!?
A recorrente falta de tolerância, as acusações recíprocas sem se implicarem no que estão a dizer ou a sentir e a falta de comunicação “sem ruído” existentes na relação, podem levar o casal a um grande desgaste emocional e, consequentemente, à ruptura. E tendo em conta todos os outros factores externos que podem influenciar negativamente uma relação, bem que podiamos ter em maior consideração estes acima referidos.
M.R.
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